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TRASH – IMPERDÍVEL.

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Em todos os pontos de vista, independentemente do personagem que mais marcou os fãs, o baiano Wagner Moura e o mineiro Selton Mello são dois dos atores mais celebrados do cinema brasileiro contemporâneo. Juntos, eles acumulam quase 70 prêmios, mas nunca haviam contracenado juntos até receberem um convite do inglês Stephen Daldry para integrar o elenco de “Trash — A esperança vem do lixo”. O filme é uma megaprodução internacional, toda rodada no Rio, que estreia nesta quinta no Brasil e que marca o primeiro encontro entre Wagner e Selton, logo como antagonistas e com direito a uma cena de tortura. Em “Trash”, Wagner vive José Angelo, um homem idealista que tenta denunciar um esquema de corrupção, enquanto Selton interpreta o policial mau-caráter Frederico. Os dois são coadjuvantes de um thriller centrado em três meninos (vividos pelos novatos Rickson Tevez, Eduardo Luis e Gabriel Weinstein) que encontram uma carteira num lixão e passam a percorrer a cidade para solucionar o mist

A INQUISIÇÃO NUNCA ACABOU...

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O padre Marcelo Rossi teve seus passos, CDs, livros, missas e aparições na TV seguidos de perto pelo Vaticano do final dos anos 90 até cerca de quatro anos atrás. A investigação, que durou quase 10 anos, foi provocada por uma denúncia feita por um religioso brasileiro, que acusou o padre de culto ao personalismo, exibicionismo por ir demais às TVs, de desvirtuar as práticas católicas e de transformar a missa em uma espécie de "circo". A investigação foi comandada pela Congregação para a Doutrina da Fé, liderada pelo cardeal Joseph Ratzinger, que mais tarde se tornaria o papa Bento 16. A Congregatio pro Doctrina Fidei é o novo nome que o Vaticano dá para a assassina Inquisição. O UOL apurou com exclusividade que, entre o final dos anos 90 e a década de 2000, a Congregação recebia regularmente vídeos com as participações do padre Marcelo em programas como o de Gugu Liberato no SBT e de Fausto Silva, na Globo. A Cogregatio matou na fogueira, por asfixia ou a

HUMOR, PARA QUEM?

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A Televisão Brasileira lançou a minissérie “Sexo e as Negas”, em total desrespeito às mulheres negras, e apesar de inúmeros protestos nas redes sociais a série foi ao ar. Sim, somos uma população desrespeitada em nosso país, afrontada, oprimida e sem reais direitos iguais. O corpo é a presença indelével do sujeito nos espaços do mundo e o lugar onde carrega razões e emoções. Nesse aspecto, o que garante ser para um sujeito é sua visibilidade para outro sujeito.  Segundo Fanon (2008) a pessoa só se torna humana quando reconhecida pelo outro, pois este outro deve permitir sua segurança subjetiva. O corpo da mulher negra, no imaginário nacional, continua sendo terra de ninguém, lugar sem dono, sem alma, desprovido de sentimentos e desejos. É objeto de menor valor, portanto tratado de qualquer forma, pois objetos são arrastados por carros policiais e usados sem quaisquer critérios para satisfazer desejos de outrem. As mulheres negras estão cansadas deste humor sádico que as col